Foto pink
domingo, 5 de abril de 2015
Ser e Estar
Ela estava sempre com a necessidade do outro(s). Não sustentava o ser. Suas tentativas fracassavam pois a sombra gritava "Para ser, eu preciso aprender a ser só.".
sábado, 8 de novembro de 2014
Viagem no Tempo
Hoje senti vontade de acordar na tua cama vestindo aquela sua camiseta velha e nem me dar conta do quanto isso é especial. Eu te daria um beijo na testa enquanto você dorme de boca aberta, e levantaria para passar um café e ler um pouco na varanda até você acordar. Quando sua cara amassada viesse me dar bom dia eu lhe daria um abraço e diria com uma cara malandra "Assei pão de queijo!", nós tomaríamos café com calma, sem esse tesão em tempo integral que sinto na tua presença nos dias de hoje. Nós iriamos aproveitar o domingo passeando no parque, indo ao cinema ou saindo para almoçar com nossos amigos. Quando voltássemos pra casa, eu adiantaria um pouco do meu trabalho enquanto você joga algum jogo bobo. O sexo já não seria uma urgência, talvez nós o fizéssemos ao anoitecer, mas teu ritmo já seria tão orgânico ao meu corpo que meus sentidos nem ficariam confusos e à flor da pele como ficam. Ao me despedir eu diria que te amo, como se isso não tivesse intensidade ou significado algum, seria só mais uma dessas frases que dizemos no cotidiano.
terça-feira, 1 de abril de 2014
O fim da Segurança
3o Encontro:
Um doce, um pouco de conversas musicais,
Seus beijos profundos na minha boca.
Aquele pretensioso "te acompanho até sua casa".
Um pouco de sofá e sexo seguro.
Até.
Encontros:
Chamo.
Você vem até mim.
Continuamos com o sexo seguro
(como se isso existisse)
Indiferença interpretada.
Dias Depois:
Ele fecundou minha memória poética.
Nossos encontros... (ahhh, um suspiro)
Brotam em mim histórias,
Agora há tanta poesia por você.
Nosso sexo não é mais seguro.
E agora?
quarta-feira, 3 de julho de 2013
O porquê de tanto açucar
Fui uma criança calma, aprendi a lidar com as dores da vida através do silêncio. Portanto, me tornei mulher muito cedo, antes de aprender a dizer não. Fui uma criança mulher, e então, quando cheguei nos 18 não precisei me tornar adulta. Já o era. Uma adulta cheia de vícios e desconhecimentos infantis. E assim tenho sido até os tempos atuais.
Chegou a hora de deixar de ser tão doce e me tornar uma: mulher mulher.
Chegou a hora de deixar de ser tão doce e me tornar uma: mulher mulher.
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